segunda-feira, 16 de março de 2009

16/03 - Giovanni é aplaudido de pé pela torcida do Santos no Pacaembu

Jogador do Mogi Mirim ( Giovanny, na foto marcando Neymar) que teve passagem brilhante pelo Santos é aplaudido pelo público no estádio.


Nenhum jogador do Santos foi tão aplaudido pela torcida quanto o camisa dez do Mogi Mirim. Andando pelo gramado do Pacaembu, o palco da mítica vitória por 5 a 2 sobre o Fluminense, em 1995, Giovanni Silva de Oliveira, o "Messias" dos seguidores do time do litoral, olhava para as arquibancadas e via diversas demonstrações de reverência a seu talento.

Torcedores que se autointitulam "Testemunhas de Giovanni", como Pablo Gorbon Lerner, de 46 anos, que estava no Pacaembu naquele 10 de dezembro de 1995 e levou neste domingo o filho Eduardo, de 19, para ver o ídolo. "Aquele jogo é inesquecível, indescritível", disse Lerner. "Eu tinha cinco anos na época, mas sei da importância do Giovanni para nós, santistas", emendou Eduardo.Acima do portão principal do estádio via-se a faixa "10.12.95". Ao lado, outra dizia "Giovanni, ídolo eterno". A camisa dez era obviamente a mais popular e algumas carregavam o nome do "Messias" nas costas. "É o ídolo de uma geração que não viu o time ser campeão, mas percebeu nele a retomada da grandeza daquele Santos de antigamente", disse Anílton Luiz Perão, de 50 anos, que também estava presente naquela semifinal de Brasileirão contra o Flu. "Eu me arrepio só de lembrar. E olha que eu estava vendo pela tevê", completou Paulo Henrique Peres, de 39.Os dois esperam que a diretoria organize um jogo de despedida para Giovanni. "Se fizeram para aquele careca que nunca fez nada pelo Santos e virou diretor do Corinthians, por que não fazer para o Giovanni?", indagou Anílton, referindo-se ao ex-zagueiro Antonio Carlos.

Ex-camisa 10 do Santos atrasou a saída do Mogi Mirim para atender aos fãs que o cercaram depois da derrota para o Peixe por 3 a 0.

Os torcedores do Santos que estiveram do lado de fora dos vestiários do Pacaembu não viram a saída do atacante Neymar, blindado pelos seguranças do clube para evitar o assédio. Mas eles não se importaram muito com isso. A saída mais esperada pelos fanáticos santistas era do ex-camisa 10 Giovanni, que atuou pelo Mogi Mirim.Cercado pelos torcedores, o Messias, como é carinhosamente chamado, atendeu pacientemente cada um dos santistas que lhe pediam fotos e autógrafos. E mesmo quando já estava dentro do ônibus da equipe, não deixou de assinar camisas do Santos e até mesmo do Barcelona, clube pelo qual atuou na Espanha após de deixar o Peixe.- Eu só tinha cinco anos, mas me lembro de ver meu pai comemorando. Trouxe a minha camisa do Barcelona para ele autografar. Ele é muito ídolo! - disse Pedro Lopes, 18 anos, que afirma ter ido ao Pacaembu na noite deste domingo também para ver Giovanni mais de perto.O ônibus do Santos já havia saído há meia hora e o do Mogi Mirim continuava lá, parado e cercado de torcedores. Entusiasmados com o carinho do ídolo, os fãs gritavam para que Giovanni voltasse para a Vila Belmiro. Tímido, G10 acenava e sorria de canto de boca, satisfeito com a lembrança do público e do próprio Santos que lhe prestou homenagem assim que o jogo terminou.

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