quarta-feira, 29 de abril de 2009

29/03 - Messias dá dicas para a virada do Peixe

Em 95, Giovanni comandou uma virada épica pelo Santos. Agora, ele aponta o caminho para o título.

Giovanni e o time do Santos de 1995 são um dos grandes exemplos que podem ser utilizados por Vagner Mancini para mostrar aos jogadores que reverter a vantagem corintiana não é impossível.
Naquele ano, comandado pelo meia, o Peixe conseguiu uma das viradas mais épicas de toda sua história. Após perder o primeiro jogo da semifinal do Brasileirão por 4 a 1 para o Fluminense, no Rio, conseguiu vencer o segundo duelo por 5 a 2 e foi para a final.
Giovanni relembrou a virada e deu a receita para que a equipe santista repita a façanha de 1995. Como foi a semifinal de 1995? Relembre um pouco para nós...

Havíamos perdido a primeira partida por 4 a 1, no Rio. Nossa equipe sempre acreditou que poderia reverter o placar no segundo jogo. Acho que esse foi o grande segredo. Nem por um momento achamos que poderíamos perder o jogo para o Fluminense.

Pela vantagem no primeiro jogo, é praticamente impossível dizer que vocês acreditavam 100% na conquista da vaga...

Verdade. Mas, como eu te disse, parecia que o jogo (derrota por 4 a 1) tinha terminado empatado ou que havíamos perdido apenas por um gol. Ninguém ficou triste ou cabisbaixo. Eu não sei por que também. O pessoal confiava. Sabíamos que tínhamos feito um bom campeonato e que não poderia terminar ali.

Como foi a semana que antecedeu o jogo da virada?

Foi uma semana normal, com todo mundo contente, brincando um com o outro. A gente sempre conversava e dizia que dava para reverter. Nenhum atleta discordava. Ninguém nunca duvidou. Quando você fala que não sabe se dá, que ficou difícil, realmente complica. Eu, particularmente, não vi ninguém conversar isso.

Precisando vencer por três gols, que programação vocês fizeram para a partida?
Conversamos que teríamos de fazer os três gols, e que o nosso objetivo era de fazer pelo menos dois gols ainda no primeiro tempo. Traçamos que se conseguissemos sair com essa vantagem, a virada viria durante o segundo tempo.

E como se desenrolou o jogo?

Entramos com esse objetivo e fomos para cima. Tínhamos de arriscar mais, claro. Pressionamos e não deixamos os caras saírem com a bola. Em uma situação dessas, você não tem nada a perder.A situação enfrentada pelo Santos agora na decisão é muito parecida com a de vocês...

Acho que é um pouco diferente, pois são dois clubes do mesmo Estado. No nosso caso, eram estilos diferentes, paulistas contra cariocas. Mas isso nada impede que o Santos possa reverter a vantagem. Futebol tem 90 minutos e se você fizer um gol no primeiro tempo pode voltar mais aceso para o segundo.
Tem jogos que as equipes fazem até três gols com menos da metade do jogo rolando.

Em quem do elenco você apostaria para ser o Giovanni de 95, contra o Flu, na decisão do Paulistão? Paulo Henrique?

Eu costumo dizer que quem decide uma final nunca é o maior craque do time. As pessoas sempre apostam no craque e, geralmente, quem brilha é o cara que nunca faz gol, que não é o destaque. Eu não tenho preferência. O Paulo Henrique pode decidir. Está crescendo a cada jogo, assim como o Neymar.

Qual é a receita para o Peixe virar e conseguir ficar com o título?

O Santos tem de ir para cima desde o início. Tem de pressionar, não tomar gol e fazer um logo no começo do jogo. Isso dá mais ânimo, e o time passa a depender apenas de mais dois gols. É possível!

O jogo contra o Fluminense foi a mais especial de sua carreira?

Foi a partida que mais me emocionou. As pessoas sempre lembram disso, me param na rua e relembram aqueles momentos. Ficará marcado na minha carreira.

terça-feira, 28 de abril de 2009

28/04 - O Jogo da minha vida: Santos 5 x 2 Fluminense (1995)

O jogo da minha vida foi este: Santos 5 x 2 Fluminense, em 10/12/1995.

Eu tinha 10 anos e meu pai me levou ao Pacaembu neste dia. Era uma das semifinais do Campeonato Brasileiro de 1995.

No primeiro jogo, o Santos tinha perdido no Maracanã por 4 x 1, de virada, e precisava reverter este placar no jogo de volta. Ninguém acreditava, só nós santistas mesmo.
Então o Pacaembu ficou lotado para empurrar o Santos para a virada. No primeiro tempo, com dois gols de Giovanni, o Santos fez 2 x 0 e, no intervalo, os jogadores do Santos não desceram para o vestiário.
Ficaram lá no grande círculo para sentir o calor da torcida. Assim que iniciou o segundo tempo o Santos fez 3 x 0. Era o resultado que bastava para a classificação.
Porém, o Rogerinho, do Fluminense, jogou um pouco de água fria em nós e descontou o placar fazendo 3 x 1. Com esse resultado o Santos seria eliminado.
Mas aí apareceu Giovanni (o Messias) e, com duas jogadas suas, o Santos fez 5 x 1. O Pacaembu é uma emoção total.
Santistas choravam, deliravam e se abraçavam, parecendo não acreditar no que se via. Depois Rogerinho fez mais um gol para o Fluminense, mas este gol não bastava. Mais uns 4 minutos, o jogo acabou e o Pacaembu explodiu. O milagre aconteceu.
Placar final: Santos 5 x 2 Fluminense. Este, sem dúvida, foi o jogo da minha vida.


28/04 - Kleber Pereira lamenta gols perdidos

Kleber Pereira lamenta jogada na primeira partida da final

Atacante foi substituído no segundo tempo devido ao mau rendimento em campo.

A primeira partida da final do Campeonato Paulista entre Santos e Corinthians foi marcada pela quantidade de gols perdidos pelo Peixe, que teve mais oportunidades que o Timão mas falhou nas conclusões.

Kleber Pereira foi um dos jogadores que mais desperdiçaram chances. Foram 16 no total do time, sendo que até os laterais tiveram suas oportunidades. O camisa 9 foi substituído ao longo do segundo tempo por Roni, outro atacante, e saiu decepcionado com sua performance:

- Estou chateado pela derrota, o time se soubesse aproveitar, teriamos um placar diferente - concluiu o jogador.

Além da zaga corintiana, Kleber parou também nos impedimentos. Mal colocado, não pôde aproveitar as diversas vezes em que esteve cara-a-cara com Felipe, em ótimo dia. Mas para o atacante, nada está perdido:

- Estamos lutando pra isso aí, lutamos o tempo todo aqui. E vamos continuar lutando - concluiu o camisa 9.

28/04 - Mancini diz que não vai mudar formação

Treinador tem o apôio maciço da torcida santista

O treinador Vagner Mancini aprovou a atuação do Santos na primeira final do Campeonato Paulista, que teve vitória do Corinthians por 3 a 1.

Apesar do revés, o técnico gostou da postura do time, que não desistiu de buscar os gols.

A maior falha do Peixe na partida foi na pontaria, e para Mancini, este quesito não é suficiente para mudar a equipe toda:

- Os jogadores foram unânimes em dizer que o Santos jogou bem - afirmou o treinador - Vou lembrá-los que jogamos futebol. O placar não retratou o que aconteceu nos 90 minutos.

Para a segunda partida no próximo domingo, Mancini não terá Fabão, suspenso com o terceiro amarelo, e Pará. Para a posição do volante, deve voltar Roberto Brum.
O treinador não quis confirmar quem jogará no lugar do zagueiro, porém o substituto mais provável é Domingos.

28/04 - Pacaembu é aliado do Peixe na decisão

Resultado que o time precisa já foi visto várias vezes no estádio

Se as 18 vitórias por três ou mais gols de diferença contra o Corinthians já animam o torcedor santista, o rendimento da equipe em jogos no Pacaembu injeta ainda mais confiança para a decisão de domingo.

Em 443 jogos disputadas no Estádio Municipal, o Peixe conseguiu vencer os rivais 52 vezes pela diferença de gols que garante o título do Paulistão.
Seis delas foram contra o Corinthians, uma das maiores vítimas do Peixe jogando no Pacaembu. Nesta temporada, apesar da derrota por 1 a 0 para o rival na fase de classificação da competição, a equipe santista traz boas lembranças das partidas disputadas no estádio.
Fora esse encontro, foram quatro vitórias no Pacaembu, contra Portuguesa Santista, Botafogo (SP), Oeste e Mogi Mirim. Dessas, apenas a última foi vencida pela diferença que dará o título ao Peixe: 3 a 0.
– O Pacaembu é um palco especial para o torcedor santista. O Santos se acostumou a jogar em outros estádios. Isso é importante para nós – disse Vagner Mancini logo no início do Campeonato Paulista.
Fica, então, a esperança de que algum jogador do Peixe possa repetir as atuações de gala do Rei Pelé contra o Corinthians no Pacaembu. Ou então, mais recentemente, a partida fantástica que fez Zé Roberto na vitória por 3 a 0 sobre o rival, durante o Brasileirão de 2006. Os números mostram que reverter a vantagem ainda é possível.

28/04 - História prova: Peixe ainda tem chances!

Santos perdeu muitos gols na primeira partida da final

Time santista já venceu o Corinthians em 18 oportunidades por três ou mais gols de diferença.

A missão de ter de vencer o Corinthians por três ou mais gols de diferença para ficar com o título do Paulistão é muito ingrata.
Mas, se vale como forma de incentivo aos santistas, o resultado já foi visto algumas vezes ao longo da história do confronto entre os dois times.Santos e Corinthians já se enfrentaram 290 vezes.
Das 92 vitórias obtidas pelo Peixe, 18 foram conquistadas por três ou mais gols de diferença. A maior parte delas aconteceu durante a Era Pelé, no grande período de vitórias do clube, comandado pelo Rei.
As lembranças do feito também não são tão antigas. Em 2005 e 2006, o time conseguiu a vitória pelo placar que, se repetido domingo, dará ao Santos o seu 18 título estadual.
Com uma semana inteira para trabalhar, os santistas querem focar a larga diferença para entrarem em campo mais ligados.
– Não podemos chegar na hora do jogo e queremos fazer três gols do nada no time deles. Temos de mentalizar essa diferença ao longo da semana e colocar na cabeça o que precisaremos fazer para conquistar o título – afirma o atacante Roni.
O grupo parece estar ciente das dificuldades. Sabe da larga invencibilidade corintiana e que os times de Mano Menezes dificilmente levam tantos gols em uma única partida. Mas, mesmo assim, garantem que ainda há esperança de conquista.
– Se o Corinthians fez três aqui na Vila, nós também podemos fazer três lá no Pacaembu. A final tem 180 minutos. Não acabou.
Tem mais um jogo ainda – afirma o meia Madson. Por se tratar de uma decisão, a tarefa dos santistas torna-se ainda mais difícil.
Mas, baseado na história, não será novidade se o Peixe engolir a larga vantagem corintiana.

RELEMBRE AS VITÓRIAS

No Pacaembú
1960 Corinthians 1x6 Santos / Paulistão
1961 Corinthians 1x5 Santos / Paulistão
1964 Corinthians 0x3 Santos / Rio-SP
1964 Corinthians 4x7 Santos / Paulistão
1966 Corinthians 0x3 Santos / Paulistão
2006 Corinthians 0x3 Santos / Brasileirão

No Parque São Jorge
1913 Corinthians 3x6 Santos / Paulistão
No Palestra Itália
1927 Santos 8x3 Corinthians / Paulistão

Na Vila Belmiro
1932 Santos 7x1 Corinthians / Paulistão
1933 Santos 6x0 Corinthians / Paulista e Rio-SP
1955 Santos 4x1 Corinthians / Paulistão
1958 Santos 6x1 Corinthians / Paulistão
1959 Santos 4x1 Corinthians / Paulistão
1962 Santos 5x2 Corinthians / Paulistão
2005 Santos 3x0 Corinthians / Paulistão

No Morumbi
1972 Corinthians 0x4 Santos / Brasileirão
1973 Corinthians 0x3 Santos / Brasileirão
2000 Corinthians 0x3 Santos / Brasileirão

28/04 - Que o adversário se cuide. O Santos está bem vivo para o segundo jogo !!

Mancini reúne histórias de superação para motivar o seu elenco, como por exemplo a de 1995 quando nosso Giovanni comandou uma vitória histórica.

Treinador lembra também que o próprio Santos conseguiu virada na fase de classificação do Paulistão, revertendo vantagem na semifinal.

A semana para o Santos será de muita conversa. A missão do técnico Vagner Mancini será recuperar o moral do elenco, que, após ser eliminado da Copa do Brasil pelo modesto CSA-AL, na última quarta-feira, perdeu por 3 a 1 para o Corinthians, por 3 a 1, na primeira partida da final do Paulistão, disputada na Vila Belmiro.
Agora, para ser campeão estadual, o Alvinegro Praiano terá de vencer por três gols de diferença no Pacaembu, domingo que vem. Não será uma missão fácil. Afinal, o Corinthians está invicto neste ano e, sob o comando de Mano Menezes, que assumiu no início do ano passado, nunca perdeu por três gols. Ainda assim, Mancini diz que irá recorrer a história de viradas histórias para motivar os jogadores santistas.
- Quando eu era atleta e jogava no Grêmio, em 1995, vencemos o Palmeiras por 5 a 0 no Olímpico. Na volta, o Palmeiras se superou e venceu por 5 a 1 - lembra o treinador, referindo-se às oitavas-de-final da Taça Libertadores. A reação palmeirense não adiantou, pois o gol marcado no Palestra Itália, por Jardel, levou o time gaúcho às quartas. No entanto, o treinador santista cita esse exemplo para demonstrar qual é o espírito que espera de sua equipe.
Mancini lembra também o exemplo do América-MEX, que perdeu para o Flamengo, no México, por 4 a 2, nas oitavas-de-final da Libertadores do ano passado, e acabou vencendo por 3 a 0, no Maracanã, avançando na competição.- Ninguém acreditava na eliminação do Flamengo.
Havia até um clima de festa de despedida para o (técnico) Joel Santana. Mas o América foi lá e venceu. A história prova que é possível. O treinador lembra ainda que o Santos se superou para chegar à final do Paulistão. Bateu a Ponte Preta, de virada, na última rodada da fase de classificação, em Campinas, com um gol de pênalti aos 47 minutos do segundo tempo. Além disso, desbancou o Palmeiras, que jogava por dois empates, nas semifinais.
- O Santos mostrou muito poder de superação nesse campeonato. Chegamos à final porque revertemos outras situações adversas - afirma.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

27/04 - Santos perde na Vila e se complica para o jogo final no Pacaembú!!!

Peixe abusa dos erros e se complica na Vila. Resultado não reflete o jogo. De nove oportunidades, Santos aproveita uma. O Corinthians em apenas quatro, aproveitou três.

Corinthians faz 3 a 1 no Santos, com dois gols de Ronaldo, e só perderá o título se for goleado no Pacaembu no domingo.

O Corinthians, que já tinha a vantagem de jogar por dois empates para ser campeão paulista, ficou ainda mais perto do seu 26º título estadual após este domingo. Jogando na Vila Belmiro, venceu o Santos por 3 a 1, com uma atuação de raro oportunismo de Ronaldo: Em apenas duas oportunidades foi 100% com a marcação de dois gols.

Os corintianos só não serão campeões se forem goleados na partida de volta, marcada para o próximo domingo, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O Santos, para reverter a situação, precisará ganhar por três gols de diferença, o que será tarafa das mais difíceis.

O técnico Mano Menezes, fez aquilo que já vinha fazendo há alguns jogos. Na hora de dar a sua escalação, soltou mais de 11 nomes na lista. Na semifinal contra o São Paulo, ele divulgou a relação com 13 atletas. Agora, foram 12: para a vaga de Dentinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o treinador escreveu “Morais ou Diego”. Mas na hora de sair do vestiário, nenhuma surpresa: Morais entre os titulares, como foi durante toda a semana de treinamento.
Do lado do Santos, Vagner Mancini não tinha surpresa. Com um elenco limitado e sem Rodrigo Souto, machucado, e Roberto Brum, suspenso, Pará e Germano foram os volantes. Em desvantagem, o Peixe apostava na força da Vila Belmiro. No estádio lotado, eram 17 mil santistas contra pouco mais de mil corintianos. Num dos camarotes, um tradicional pé-quente: Pelé completaria três anos sem ver uma derrota do seu time em casa. Ele nem imaginava o que veria pela frente...
O jogo
Com a bola rolando, os dois times mostraram que apostariam no ataque. Pelo Peixe: Madson, Neymar e Kléber Pereira; pelo Timão: Morais, Jorge Henrique e Ronaldo. E o Corinthians começou mais eficiente.
Enquanto Kléber Pereira perdia gols e ficava impedido, Jorge Henrique corria o campo todo ajudando até a recompor a defesa.Aos 10 minutos, a rede da Vila balançou pela primeira vez. Pará derrubou Morais perto da entrada da área e cometeu falta. Na hora da cobrança, os três especialistas do Timão se posicionaram para bater e confundir a defesa santista. Deu certo.
Cristian ameaçou, André Santos correu por cima da bola e Chicão chutou. Fábio Costa escorregou e nem foi no lance, caiu no chão e viu sair o gol corintiano.
O Santos sentiu o golpe. E quando ameaçava se recompor, tomou o segundo. Aos 24, na tentativa de aliviar o perigo, Chicão deu um bico – como ele mesmo confessaria depois – para a frente. A bola caiu no pé de quem conhece. Ronaldo dominou com classe e, mesmo com cinco santistas ao seu redor, tocou para o gol de Fábio Costa: 2 a 0.
O Peixe demorou mais um pouco para reagir. Mas reagiu. E aí começou a brilhar a estrela de Felipe. No dia internacional do goleiro, o camisa 1 do Timão fez quatro defesas sensacionais só no primeiro tempo: saiu no pé de Kléber Pereira, pegou chute cara a cara com Neymar, desviou finalização de Triguinho com o pé e pegou uma bola de Fabão que entraria no cantinho. A cada defesa, vibrava como um gol.
No segundo tempo, Mano trocou Jorge Henrique por Fabinho afim de garantir o placar. Já Vagner Mancini incendiou a sua equipe no vestiário. E o Peixe voltou com tudo para cima do rival e Fabiano Eller quase marcou de cabeça.
Pressionando e empurrado pela torcida, o Santos encurralou o adversário no seu campo. Quem assistia ao jogo poderia até prever que o gol era questão de tempo. Demorou 15 minutos. Triguinho foi lançado na ponta-esquerda, olhou para a área e cruzou forte. Felipe, na tentativa de cortar, tocou contra o próprio gol. E a Vila incendiou!
A partir daí, só dava Santos. Felipe salvava, Neymar perdia, Chicão dava carrinho, Kléber Pereira errava o alvo, Madson arriscava, André Santos ajudava... Um sufoco! A torcida, percebendo que só dava Peixe, foi junto: empurrou, incentivou, só faltou entrar em campo para cabecear. Pelé, que passou boa parte do jogo quieto, agora gesticulava, conversava com pessoas no seu camarote...
E parecia que o destino queria que o Rei estivesse na Vila para ver o que o seu herdeiro faria. Neymar? Não. Ronaldo! O atacante recebeu passe de Elias e se viu sem condição de devolver a bola. Foi quando driblou Triguinho e, ao perceber Fábio Costa adiantado, deu um toque para encobrir o goleiro santista.
O relógio mostrava 31 minutos. Pelé se levantou e foi embora. Daí até o fim, foi só festa dos corintianos. Quando o juiz apitou, Ronaldo agradeceu o elogio do Rei:- É um sonho fazer gol onde o Pelé fez tantos e ser Rei nem que seja por um dia.

Vídeos - Campeonato Paulista 2009

Melhores momentos: Santos 1 x 3 Corinthians pela primeira partida da final do Paulistão 2009

27/04 - "Santos lutará até a última gota de suor", diz Mancini

Técnico do Santos afirma que a equipe pode vencer o Corinthians por três gols de diferença no Pacaembu.

A derrota por 3 a 1, dentro de casa, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista foi bem absorvida pelo técnico santista Vágner Mancini.
Na sua avaliação, não há motivo para desânimo porque o seu time foi superior ao adversário em todos os quesitos, à exceção das finalizações, e tem chance de vencer por 3 a 0, domingo, no Pacaembu.
"Pelo que o Santos criou de chances de gol teria que sair vencedor já contra o CSA (AL), no meio de semana, e hoje [neste domingo] voltamos a desperdiçar muitas oportunidades", analisou o treinador santista.
"Foram cinco ou seis chances claras de gol", destacou. Mancini disse que, após o jogo, quase todos os seus atletas reclamaram da injustiça do placar.
"Isso nos dá confiança e garanto que o Santos vai lutar pelo título até a última gota de suor", avisou o treinador, que não deverá fazer grandes mudanças no time. "Não vejo motivo para mudanças radicais.
Domingos ou Astorga entra no lugar de Fabão (recebeu o terceiro amarelo) e Roberto Brum retorna na vaga de Pará (também cumprirá suspensão).
Taticamente não vou mudar nada porque foi dessa maneira que conseguimos reverter muitas coisas contrárias, chegando à decisão do Campeonato Paulista", explicou.Mancini foi buscar nos seus tempos de jogador um exemplo para mostrar que o Santos está vivo na decisão e para reanimar os seus jogadores.
"Em 1995, quando eu ainda era jogador, o Grêmio ganhou por 5 a 0 do Palmeiras no estádio Olímpico, em Porto Alegre, e no jogo de volta, no Parque Antártica, abriu o marcador, mas perdeu por 5 a 1. Isso é futebol e quer dizer que ainda resta a segunda parte da decisão", ressaltou.
O técnico que recuperou o Santos depois de um começo irregular no Estadual admitiu que apesar da boa atuação, o time está abatido. "Vamos ter que recuperar o emocional dos jogadores durante a semana. É normal que eles se sintam assim. Mas basta ver o trabalho que cada goleiro teve na partida para que se perceba que o placar não reflete o que foi o jogo. Fábio Costa sofreu os três gols, mas praticamente não trabalhou, enquanto Felipe fez pelo menos cinco ou seis defesas fenomenais".
Apesar de não economizar elogios ao seu time, Mancini destacou o pragmatismo do adversário. "O Corinthians foi matador. Procurou manter sempre a posse a bola e não se expor. Mas, repito, mesmo assim o Santos teve nove ou 10 chances de gol".

Técnico do Santos afirma que a equipe pode vencer o Corinthians por três gols de diferença no Pacaembu.

A derrota por 3 a 1, dentro de casa, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista foi bem absorvida pelo técnico santista Vágner Mancini.
Na sua avaliação, não há motivo para desânimo porque o seu time foi superior ao adversário em todos os quesitos, à exceção das finalizações, e tem chance de vencer por 3 a 0, domingo, no Pacaembu.
"Pelo que o Santos criou de chances de gol teria que sair vencedor já contra o CSA (AL), no meio de semana, e hoje [neste domingo] voltamos a desperdiçar muitas oportunidades", analisou o treinador santista.
"Foram cinco ou seis chances claras de gol", destacou. Mancini disse que, após o jogo, quase todos os seus atletas reclamaram da injustiça do placar.
"Isso nos dá confiança e garanto que o Santos vai lutar pelo título até a última gota de suor", avisou o treinador, que não deverá fazer grandes mudanças no time. "Não vejo motivo para mudanças radicais.
Domingos ou Astorga entra no lugar de Fabão (recebeu o terceiro amarelo) e Roberto Brum retorna na vaga de Pará (também cumprirá suspensão).
Taticamente não vou mudar nada porque foi dessa maneira que conseguimos reverter muitas coisas contrárias, chegando à decisão do Campeonato Paulista", explicou.Mancini foi buscar nos seus tempos de jogador um exemplo para mostrar que o Santos está vivo na decisão e para reanimar os seus jogadores.
"Em 1995, quando eu ainda era jogador, o Grêmio ganhou por 5 a 0 do Palmeiras no estádio Olímpico, em Porto Alegre, e no jogo de volta, no Parque Antártica, abriu o marcador, mas perdeu por 5 a 1. Isso é futebol e quer dizer que ainda resta a segunda parte da decisão", ressaltou.
O técnico que recuperou o Santos depois de um começo irregular no Estadual admitiu que apesar da boa atuação, o time está abatido. "Vamos ter que recuperar o emocional dos jogadores durante a semana. É normal que eles se sintam assim. Mas basta ver o trabalho que cada goleiro teve na partida para que se perceba que o placar não reflete o que foi o jogo. Fábio Costa sofreu os três gols, mas praticamente não trabalhou, enquanto Felipe fez pelo menos cinco ou seis defesas fenomenais".
Apesar de não economizar elogios ao seu time, Mancini destacou o pragmatismo do adversário. "O Corinthians foi matador. Procurou manter sempre a posse a bola e não se expor. Mas, repito, mesmo assim o Santos teve nove ou 10 chances de gol".

27/04 - Kléber Pereira admite erros, mas não aceita ser único culpado pela derrota

Jogador chegou a ser vaiado por alguns torcedores, mas afirma que não é hora de se apontar responsabilidades, mas de lutar pela virada.

O atacante Kléber Pereira, do Santos, admite que vacilou demais nas finalizações neste domingo, durante o primeiro jogo da final do Paulistão, contra o Corinthians, na Vila Belmiro. O Timão venceu por 3 a 1 e, agora, pode perder até por 2 a 0, na volta, domingo que vem, no Pacaembu.

Houve alguns torcedores que chegaram a vaiar o artilheiro, que, por seu lado, não admite ser culpado sozinho pela derrota alvinegra. - Todos nós somos responsáveis. Não existe isso de colocar a culpa em um só. Claro que eu entrei em campo para fazer os gols, mas não deu certo.
Erramos e pagamos o preço por isso - afirma. Kléber afirma que o Campeonato Paulista ainda não está decidido e promete muita luta no Pacaembu, no próximo domingo. "Todos nós somos responsáveis. Ninguém queria errar aqui e vamos atrás para conseguir o resultado no próximo jogo.
A torcida pode ter certeza de que vamos suar até a última gota de sangue no domingo", avisou.

27/04 - Pelé perde invencibilidade, mas mantém a fé no Santos para o jogo de volta

Rei lamenta a derrota para o Corinthians, admite que ficou difícil brigar pelo título paulista, mas garante que ainda não há nada perdido.

O Rei Pelé chegou à Vila Belmiro neste domingo, para a primeira partida da final do Paulistão, entre Santos e Corinthians, avisando que era pé-quente. Desde que passou a frequentar os jogos do Peixe regularmente, há três anos e meio, Pelé nunca havia visto o Alvinegro Praiano perder.
Com a vitória corintiana, o Atleta do Século perdeu a invencibilidade como torcedor e viu o título estadual do Peixe ficar muito distante. Pelé acha que o Santos merecia uma melhor sorte, pois, em sua opinião, o time criou bastante chances para marcar. - Ficou complicado.
O Kléber Pereira perdeu gols que não costuma perder. Dava para terminar uns 3 a 3, 4 a 4. Mas artilheiro é assim mesmo. O Corinthians aproveitou melhor as chances que teve.
Quem joga por um empate e sai na frente, pode jogar com mais tranquilidade - afirmou. Apesar da desvantagem, Pelé se recusa a jogar a toalha. Ele continua apostando no Peixe no jogo de volta, domingo que vem, no Pacaembu. - Ainda tem o jogo de volta, acho que não está perdido.
AS REAÇÕES DO REI

Pelé começou o jogo tranquilo, acenando para torcedores, conversando com seu filho Joshua e com alguns amigos que estavam em seu camarote. Mas após o primeiro gol corintiano, marcado aos 10 minutos, por Chicão, o Rei começou a ficar inquieto: passava as mãos pela cabeça, gesticulava, apontava para o campo. Aos 22 minutos, Madson entrou pela esquerda e perdeu boa chance. A jogada estava parada, pois a arbitragem apontou impedimento. Mesmo assim, Pelé se animou, levantando-se pela primeira vez. Dois minutos depois, porém, aos 24, uma ducha de água fria sobre o Rei. A zaga do Santos foi surpreendida por um chutão de Chicão que achou Ronaldo livre. O Fenômeno apenas empurrou na saída de Fábio Costa. Pelé permaneceu sentado e apenas virou-se para trás para fazer um comentário com um de seus amigos. Pelé só voltaria a se levantar novamente aos 36, quando Kléber Pereira perdeu um gol feito à frente de Felipe. Ele lamentou muito o lance, conversando com Joshua.O gol marcado por Triguinho, com a colaboração do goleiro Felipe, aos 16 do segundo tempo, arrancou um sorriso de Pelé, que permaneceu sentado, mas vibrou e aplaudiu a jogada.Já no lance genial de Ronaldo, no lance do terceiro gol corintiano, Pelé apenas balançou a cabeça. Depois, não reagiu mais. Ficou apenas sentado assistindo ao fim da partida. Aos 39 minutos da etapa final, deixou o estádio.- O Ronaldo fez a diferença. O segundo gol foi de Copa do Mundo. Ele mostrou que está recuperado.

27/04 - Para Madson, faltou sorte ao Peixe

Meia afirma que Alvinegro Praiano criou muito mais chances de gol que o rival. "Mas a bola parecia que não queria entrar", lamenta.

O meia Madson, do Santos, acha que faltou sorte ao Peixe neste domingo, contra o Corinthians, na Vila Belmiro, primeira partida da final do Paulistão. O Timão venceu por 3 a 1 e, agora, o Alvinegro Praiano precisa vencer por três gols de diferença no próximo domingo, no Pacaembu, se quiser ficar com o título.
Para o baixinho santista, a equipe da Vila Belmiro criou muito mais chances de gol que o rival. Ele acha que o Santos merecia, ao menos um empate. - Faltou um pouco de sorte.
A bola não quis entrar quando a gente tentou. O Corinthians teve a felicidade de aproveitar as três chances que teve - avalia o jogador.
Madson admite que a vantagem corintiana é muito grande, mas ele faz coro com seus companheiros e mantém as esperanças. - Se o Corinthians fez três aqui na Vila, nós podemos fazer três lá no Pacaembu. A final tem 180 minutos. Não acabou. Tem mais um jogo.

27/04 - Mais uma derrota faz torcida pressionar Mancini

Santistas reclamam de derrota para Corinthians e CSA

Vagner Mancini não teve tempo nem para respirar após a derrota. Enquanto concedia entrevista coletiva, ouvia ofensas e gritos de integrantes da maior torcida uniformizada do Santos, que estavam do lado de fora da sala de imprensa.

Indignados após o resultado na decisão, os torcedores ainda cobram o treinador pela desclassificação na Copa do Brasil, para o CSA (AL), na última semana.
– Por que você não colocou os titulares? Agora, não vamos ganhar nada nesse semestre! – berrava um santista, descontrolado.

Vagner Mancini não mostrou abatimento após mais um revés dentro da Vila Belmiro e disse acreditar que o Santos pode reverter o jogo.
"Os torcedores podem acreditar que nós vamos brigar por esse título até a nossa última gota de suor. O golpe foi muito duro, mas temos de levantar a cabeça. Fizemos uma boa partida e podemos repetir isso no Pacaembu – disse o treinador santista".

Com uma semana inteira para trabalhar, Mancini quer mostrar aos jogadores que o time superou dificuldades parecidas com a de agora ao longo do campeonato.– O Santos foi grande neste Paulistão. Fez um belo jogo hoje (domingo). Falhou? Falhou. Mas o time já reverteu muita coisa durante a disputa da competição. Ainda nos resta a partida decisiva – analisa.

27/04 - Missão Impossivel?

Ficou muito difícil, para não escrever algo mais forte, a conquista do 18º título estadual por parte do Santos, após a derrota para o Corinthians por 3 a 1, em plena Vila Belmiro.

Em uma tarde inspiradíssima do goleiro Felipe e Ronaldo fazendo a diferença a favor dos rivais, só uma vitória por três gols de diferença no Pacaembú, no próximo domingo dão o título ao Peixe.

Quem pensa que o Santos jogou mal a primeira partida da decisão, equivoca-se. O Glorioso começou em cima e dominou amplamente os primeiros 10 minutos, mas os erros individuais foram capitais para a bem postada equipe de Mano Menezes vencer após 23 anos na Vila Belmiro em Campeonato Paulista (a última havia sido em 1986 com dois gols de Luiz Fernando).

O primeiro gol de bola parada, no segundo, um estourão para frente quando a bola estava no pé de Kleber Pereira e o terceiro gol dos visitantes em uma obra prima de Ronaldo.

O Peixe abusou de perder gols e essa é a maior preocupação. A necessidade de vencer por três gols na casa do adversário é muito grande para esses garotos. Só Madson brilhou no time da Vila. Ganso e Neymar não reeditaram suas belas apresentações e o Alvinegro praiano é extremamente dependente do seu artilheiro (que perdia centenas de gols, mas fazia alguns e parece que desaprendeu ou divorciou-se das redes) e da trinca de jovens talentos.

Futebol é entrosamento... É repetição... E Isso o Corinthians tem. Com exceção de Jorge Henrique e Ronaldo, a base da equipe é a que venceu a série B. Um time competitivo, que não dá espetáculo, mas extremamente obediente taticamente. O Santos tem um futebol mais vistoso, mas além de oscilar (em virtude de sua base ser jovem) é um time em formação.

Mancini dirigiu o time apenas em 19 jogos. Possível o título... Sim, é possível, mas particularmente se isto acontecer será histórico e não é todo dia que se repete 10 de dezembro de 1995 e tem um camisa 10 jogando como Pelé (Me refiro a Giovanni que comandou o Santos na vitória de 5 a 2 sobre o Fluminense), apesar de ser no mesmo palco. Mas apesar da missão ser quase impossível, tem que haver a esperança, pelo menos por parte do torcedor santista.