Ficou muito difícil, para não escrever algo mais forte, a conquista do 18º título estadual por parte do Santos, após a derrota para o Corinthians por 3 a 1, em plena Vila Belmiro.
Em uma tarde inspiradíssima do goleiro Felipe e Ronaldo fazendo a diferença a favor dos rivais, só uma vitória por três gols de diferença no Pacaembú, no próximo domingo dão o título ao Peixe.
Quem pensa que o Santos jogou mal a primeira partida da decisão, equivoca-se. O Glorioso começou em cima e dominou amplamente os primeiros 10 minutos, mas os erros individuais foram capitais para a bem postada equipe de Mano Menezes vencer após 23 anos na Vila Belmiro em Campeonato Paulista (a última havia sido em 1986 com dois gols de Luiz Fernando).
O primeiro gol de bola parada, no segundo, um estourão para frente quando a bola estava no pé de Kleber Pereira e o terceiro gol dos visitantes em uma obra prima de Ronaldo.
O Peixe abusou de perder gols e essa é a maior preocupação. A necessidade de vencer por três gols na casa do adversário é muito grande para esses garotos. Só Madson brilhou no time da Vila. Ganso e Neymar não reeditaram suas belas apresentações e o Alvinegro praiano é extremamente dependente do seu artilheiro (que perdia centenas de gols, mas fazia alguns e parece que desaprendeu ou divorciou-se das redes) e da trinca de jovens talentos.
Futebol é entrosamento... É repetição... E Isso o Corinthians tem. Com exceção de Jorge Henrique e Ronaldo, a base da equipe é a que venceu a série B. Um time competitivo, que não dá espetáculo, mas extremamente obediente taticamente. O Santos tem um futebol mais vistoso, mas além de oscilar (em virtude de sua base ser jovem) é um time em formação.
Mancini dirigiu o time apenas em 19 jogos. Possível o título... Sim, é possível, mas particularmente se isto acontecer será histórico e não é todo dia que se repete 10 de dezembro de 1995 e tem um camisa 10 jogando como Pelé (Me refiro a Giovanni que comandou o Santos na vitória de 5 a 2 sobre o Fluminense), apesar de ser no mesmo palco. Mas apesar da missão ser quase impossível, tem que haver a esperança, pelo menos por parte do torcedor santista.




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